terça-feira, 21 de junho de 2011





Origem do nome das notas «dó ré mi fá sol lá si»

O nome das notas (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) tem a sua origem na música coral medieval. Foi Guido d'Arezzo, um monge italiano, que criou este sistema de nomear as noctas musicais - o chamado sistema de solmização. Seis das sílabas foram tiradas das primeiras seis frases do texto de um hino a São João Baptista, em que cada frase era cantada um grau acima na escala. As frases iniciais do texto, escrito por Paolo Diacono, eram:

Ut queant laxis,
Resonare fibris,
Mira gestorum,
Famuli tuorum,
Solve polluti,
Labii reatum.

Tradução: "Para que os teus servos possam cantar as maravilhas dos teus actos admiráveis, absolve as faltas dos seus lábios impuros".

Mais tarde ut foi substituído por do, sugestão feita por Giovanni Battista Doni, um músico italiano que achava a sílaba incômoda para o solfejo, e foi adicionada a sílaba si, como abreviação de Sante Iohannes ("São João"). A sílaba sol chegou a ser mais tarde encurtada para so, para uniformizar todas as sílabas de modo a terminarem todas por uma vogal, mas a mudança logo foi revertida.

As sílabas ut, ré, mi, fa, sol e la, chamadas vozes, não correspondiam a alturas absolutas na escala, mas apenas a graus num hexacorde. A altura das notas era designada por letras de A a G. A partir de um trecho escrito num modo eclesiástico qualquer, podia-se transpô-lo de uma quarta, quinta ou oitava sem modificar nenhuma das vozes sobre as quais o trecho seria cantado. Uma sequência ré-mi-fa transposta de uma quarta continuava a ser considerada ré-mi-fa, na solmização, e não sol-lá-si bemol como no sistema actual, embora fosse designada por G-A-Bb em vez de D-E-F. Mais tarde, nos países latinos, adoptou-se a designação "dó ré mi fá sol lá si" para representar "C D E F G A B".
[editar] Nomenclatura das notas em línguas anglo-saxônicas

Os países anglófonos mantiveram a utilização de letras para a nomenclatura das alturas musicais. As letras A, B, C, D, E, F e G são utilizadas para as alturas musicais lá, si, dó, ré, mi, fá e sol, respectivamente. Os países de língua inglesa utilizam os sinais # (em inglês: sharp, "sustenido") e b (em inglês: flat, "bemol") para representar as alterações cromáticas dessas notas.

Já os países de línguas germânicas utilizam, além das sete letras universais, a letra H, exclusivamente para a nota si natural, sendo a letra B utilizada para representar o si bemol. Nessas línguas, as alterações para as outras notas são feitas acrescentando-se a terminação is no lugar de # ("sustenido") e es para b ("bemol"). Nas notas lá e mi, representadas pelas letras A e E, respectivamente (as únicas vogais do conjunto), na terminação para representar bemol (por padrão es) há a contração da vogal que representa a nota e a vogal e do sufixo (As para lá bemol e Es para mi bemol; no entanto, Ases e Eses são lá dobrado bemol e mi dobrado bemol, respectivamente)

Portanto:
Ces (dó bemol), C (dó natural), Cis (dó sustenido)
Des (ré bemol), D (ré natural), Dis (ré sustenido)
Es (mi bemol), E (mi natural), Eis (mi sustenido)
Fes(fá bemol), F (fá natural), Fis (fá sustenido)
Ges (sol bemol), G (sol natural), Gis (sol sustenido)
As (lá bemol), A (lá natural), Ais (lá sustenido)
B (si bemol), H (si natural), His (si sustenido)

sábado, 18 de junho de 2011





Violão – praticando com teoria

A primeira coisa que todo estudante de violão deve fazer, após aprender os primeros princípios básicos, é praticar. Aprender a tocar, conhecer o instrumento, criar intimidade. Chamar o violão de “oi” e não de “vossa excelência”.

Por dois motivos: o primeiro – óbvio – é porque a essência da coisa está em saber tocar. O segundo – não tão óbvio – é praticamente “psicológico”. Um estudante de violão que não toca pelo menos duas ou três músicas simples em seus dois ou três primeiros meses de aula, pode acabar desanimando e largando aos poucos os estudos.

É mais ou menos como quando te ensinam complicadíssimas equações no colégio. Você faz uma samba do crioulo doido com os neurônios e pra quê? Para poder passar no exame. Porque a esmagadora maioria das pessoas passa o resto da vida sem saber para que servem aquelas equações.

Voltando ao violão

A situação ideal então, é – no começo – praticar bastante, deixando a teoria num segundo plano. Teoria nesta fase, só o estritamente necessário.

Porém, uma vez dominadas as primeiras músicas, o avanço deve ser feito nos dois lados. Teoria e prática. Sim, porque ficar tocando e tocando sem saber o que se está fazendo, também é contraproducente.

Alguém que já estuda violão por mais de um ano e não sabe o que é a escala cromática ou não tem idéia de do que sejam acordes relativos, está pulando etapas, prejudicando seus estudos.

Violão com teoria

É difícil dizer qual seria a proporção ideal entre teoria e prática no estudo de violão. Principalmente para aqueles (muitos) que estudam por conta própria, pela internet, por exemplo.

Numa escola por frequencia, cabe ao professor avaliar se o aluno sabe em teoria aquilo que aprendeu na prática. Ou seja, se sabe o que está fazendo.

Já quem estuda por si mesmo, precisa auto-avaliar seu progresso. Se este é o teu caso, jamais deixe de questionar:

Quais notas formam este acorde?
Porque estes acordes estão nesta música?
Qual é a tonalidade desta música?
Posso tocar esta música em outra tonalidade?

Estes são apenas alguns exemplos.

Outra dica: procure conversar com outras pessoas que tocam e estudam violão. A respeito de violão, é claro. Deixe o futebol para depois. Você com certeza ouvirá coisas que talvez não conheça. Pergunte à pessoa. Ou vá correndo à internet, que está cheia de informações úteis. É só procurar nos lugares certos. Seguem abaixo três destes lugares. Sites onde você pode achar boa informação.