FALA AEEE GALERA DEI UMA SUMIDA
MAS ESTOU VOLTANDO, HOJE TRAGO UMA VIDEO AULA
DO CLASSICO ("APRIL IN PARIS") DE VERNON DUKE
APRECIEM
BOM SONS
sexta-feira, 16 de março de 2012
DYLAN ELISE
PRA QUEM GOSTA DE BATERA
PAZ
quinta-feira, 15 de março de 2012
VICTOR WOOTEN
BELA FLECK - ASSISTAM DEGUSTANDO UM BOM SOM
terça-feira, 13 de março de 2012
VIDEO AULA
TECLADO WALKING BASS
BOM PROVEITO
PAZ
sábado, 10 de março de 2012
FALA AÍIII MOÇADA PRIMEIRO DE TUDO QUERO
PEDIR DESCULPAS POR VEZES QUE DEIXO DE ATUALIZAR O BLOG
ONTEM FOI UM DIA DELES. EMFIM VAMOS LÁ, HOJE PREPAREI UM TEMA REFERENTE
AOS VOCAIS, AQUELES QUE GOSTAM DE CANTAR, QUEM DIZ QUE PRA CANTAR É SÓ ABRIR A BOCA E MANDAR BALA O NEGOCIO É TOTALMENTE OUTRO NA VERDADE PRECISAMOS ATENTAR COM A NOSSA VOZ, ISSO REQUER EDUCAÇÃO NO QUE DIZ RESPEITO AO ESTUDO TEORIOCO E PRATICO, ENTÃO VAMOS LÁ:
Apoio Diafragmático - Exercícios Vocais Por Luciana Fratelli
Este
tipo de exercício é muito interessante, pois tem várias aplicações.
Quando trabalhamos a voz com exercícios semelhantes a este, trabalhamos
muito a musculatura abdominal e, conseqüentemente, o apoio.
Aperfeiçoamos também a afinação, pois não há como transportar a voz de
uma nota à outra devido ao curto tempo de emissão. Enfim, exercitamos a
nossa articulação, pois se faz necessário concentrar-se muito na
abertura da boca e na posição da língua e do palato, pois o sucesso do
exercício depende muito do bom funcionamento da articulação.
Como exercitar:
·Poste-se à frente de um espelho (de preferência de corpo inteiro, senão um que dê para ver o rosto até a região abdominal)
·Abra
bem a boca e simule um bocejo. Perceba a sensação do palato mole sendo
esticado (depois do céu da boca, aquela região "mole", onde geralmente
sentimos a irritação nos casos de inflamação da garganta). Vá procurando
esticar o palato sem o bocejo, você está explorando e conhecendo seu
aparelho vocal.
·Mantenha a língua abaixada
·Quando estiver com o palato alto (bem esticado, como no bocejo) e língua abaixada, a ponta encostada nos dentes inferiores) emita um sonoro "AAAAAAA".
·Observe
que o palato (a campainha) move-se um pouco, mas o que não pode
acontecer é um movimento no seu pescoço. Repita o exercício e veja se
não houve uma movimentação no pescoço (não pode ser nem de leve).
·Se
houve um movimento, ainda que pequeno no pescoço, pode ser que você
esteja dando um "golpe de glote". Você segura a voz na garganta e solta
ela, com um golpe, abrindo de uma vez a passagem de ar. Isto não pode
acontecer. A forma correta de fazer este exercício exige que você não
faça nenhum movimento nas regiões abaixo do palato, a não ser o
diafragma. É ele quem vai controlar a saída de ar. Abra bem e tente
primeiramente com "Há, há (som de R)". Note que pra fazer o "Há" você
não fecha totalmente o som na garganta. A passagem fica aberta. Vá
fazendo e tirando o som de "R" até conseguir emitir o "AAA" sem golpe de
glote.
·Vá fazendo o "A" aos "soquinhos"
- "A - A - A - A - A - A" Cuidando pra não fechar a voz na garganta,
observe bem o movimento no pescoço. Quando conseguir fazer várias vezes o
"A" cortando o som rapidamente e sem golpe de glote, você está pronto
pro exercício.
Definições sobre a notação musical.
Existem duas peculiaridades na partitura a seguir, dois sinais que definem a forma de emissão do som, que são o "staccato" e o "legato".
O staccato é representado por um ponto sob a cabeça da nota (ou sobre, se estiver invertida) e significa que o som desta nota será executado de forma destacada (rápida e curta) e para emiti-lo no canto, precisamos do apoio diafragmático controlando a emissão de ar.
O legato é representado por um arco ligando as notas, e as que estiverem contidas no raio deste arco deverão ser emitidas sem interrupção do som, de forma ligada.
Observe
bem estes detalhes ao fazer o exercício, pois a visualização ajuda
muito na hora de executar. É um auxiliar poderoso que nos ajuda a não
cometer erros e não sermos pegos de surpresa. Procure então, mesmo que
não esteja acostumado à leitura, seguir a partitura.
Obs:
1) Lembre-se de utilizar o áudio como referência de afinação.
2) Faça o exercício dentro de sua extensão de conforto.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Uma Breve História do Jazz
Ouvir outros músicos de jazz é de longe a
atividade isolada mais importante que você pode fazer para
aprender sobre improvisação de jazz. Do mesmo modo
que não há palavras que possam jamais descrever
como é uma pintura de Monet, nenhuma
introdução que eu escreva irá descrever como
é o som de Charlie Parker. Embora seja importante para um
músico criar seu próprio estilo, isso não
deve ser feito em isolamento. Você precisa estar a par do
que outros fizeram antes de você.
Estando estabelecida a importância de ouvir, a pergunta
que fica é: "Que devo ouvir?" O mais provável
é que você já tenha alguma
noção dos músicos de jazz de que gosta.
Geralmente, você pode começar com um músico e
a partir dele ampliar o círculo. Por exemplo, o primeiro
músico de jazz que eu escutei bastante foi o pianista
Oscar Peterson. Depois de comprar uma meia dúzia de discos
dele, descobri que também gostava de alguns dos
músicos com quem ele tocava, como os trompetistas Freddie
Hubbard e Dizzy Gillespie, e comecei a comprar os discos deles
também. Daí, ouvindo o pianista Herbie Hancock
tocar com Hubbard, descobri uma nova direção a
explorar, uma que me levou ao trompetista Miles Davis, e dele ao
saxofonista John Coltrane, e esse processo continua até
hoje.
Parte do objetivo desta Introdução é
tentar guiar você em suas audições. O que se
segue é uma breve história do jazz, com
menção de muitos músicos e discos
importantes. Observe que o assunto história do jazz gerou
volumes inteiros. Alguns desses estão listados na
bibliografia.
Esta Introdução faz uma rápida
apresentação dos principais períodos e
estilos do jazz. Há muita superposição nas
eras e estilos descritos. As últimas seções
sobre história do jazz são baseadas basicamente em
princípios desenvolvidos dos anos 40 até os 60.
Esta música é às vezes chamada de corrente
principal do jazz (mainstream ou straightahead em
inglês).
A biblioteca pública de sua cidade pode ser um fonte
valiosa para se conhecer músicos com os quais você
não está familiarizado. Você também
deve trocar discos com amigos. Gravar discos ou CDs para o uso de
outras pessoas é obviamente, entretanto, uma
violação dos direitos autorais, e isso desvaloriza
a recompensa econômica dos músicos. Você deve
usar a biblioteca e as coleções de discos de outras
pessoas para ter uma ideia do que você gosta e
aí sim comprar o que você quiser.
terça-feira, 6 de março de 2012
video
DEMONSTRAÇÃO PIANO JAZZ
segunda-feira, 5 de março de 2012
VIDEO AULA DE PERCEPÇÃO RITMICA
ABRAÇOS
sábado, 3 de março de 2012
MARCEL POWELL
O violão brasileiro ganha mais um luminar. Apesar de seus tenros 23
anos, (Louis) Marcel Powell, o filho do grande Baden Powell nascido em
Paris, não é propriamente um noviço no ramo. Com o pai gravou dois
discos, “Baden Powell e filhos” (quando tinha apenas 15) e “Suite
Afro-Brasileira”, ambos ao lado do irmão, o pianista Philippe Baden.
Este último só foi lançado no Japão, como, aliás, seu primeiro solo,
“Samba novo”, registrado três anos atrás no estúdio AR, da Barra, junto
com os amigos Diogo (filho de João) Nogueira, Claudia (filha de Sylvia)
Telles, Ana Martins (filha de Joyce) e Marcos Suzano, entre outros. Pela
ordem, “Aperto de mão” (Rob Digital) seria seu quarto registro, mas é o
primeiro em que ele se vê retratado com fidelidade. “É o disco que tem
mais a ver comigo”, separa.
O repertório foi escolhido de comum acordo com seu produtor e
mentor, o também virtuose no violão João de Aquino, aliás, primo de
Baden e grande conhecedor de sua obra. “Sempre tive uma identificação
muito grande com o João”, conta Marcel. “Gostei muito do tipo de samba
que ele toca em seu disco “Bordões”. Sem a formalidade de dar aulas, o
João ficou mais ou menos no lugar do meu pai. Nos encontrávamos às duas
da tarde e íamos até às 4 da manhã batendo papo sobre violão e tocando
juntos. Ele me deu muitas dicas”, decupa. O cartão de visita do novo
mestre, “Aperto de mão”, inventaria admirações de seu executante. A
começar pela faixa título, que homenageia Jaime Florence, o Meira,
professor de seu pai, co-autor da música com Horondino Silva, o Dino 7
Cordas e Augusto Mesquita. Só que o dolorido samba canção original,
sucesso de Isaura Garcia em 1943, foi remodelado com vigor. “Gosto de
usar muitas escalas e tenho um ataque de notas rápidas que é a maior
diferença em relação ao estilo do meu pai”, define Marcel.
O patriarca ainda é homenageado em “Saudades de Baden”, próximo do
samba, arquitetado a partir de um fragmento musical deixado pelo pai,
recuperado por João de Aquino. E em “Itanhangá”, choro canção que evoca o
bairro onde a família morou no Rio. Mas foi em sua estadia na Alemanha
que Marcel decidiu-se pela carreira musical.
- Em princípio, o papai não queria que eu e meu irmão fôssemos
músicos. Mas o Philippe ganhou um violão. E eu aos cinco anos estudei
violino com professor alemão. Tocava clássico, lia partitura, mas acabei
encantado pelo violão. Peguei o instrumento do meu irmão e comecei a
praticar. Quando achei que já sabia tocar alguma coisa, chamamos o papai
e eu no violão e o Philipe já no piano atacamos de “Yesterday”, dos
Beatles. Papai veio, corrigiu minha posição nas cordas, mas não queria
ser o meu professor. Dizia não ter paciência para ensinar. Quando viu
porém, que o interesse era forte ele se empenhou. Prometeu pegar pesado.
E dos 9 aos 18 anos, quando ele faleceu, era aula todo dia, das 9 da
manhã até o almoço. Virei escravo do violão.
O jugo paterno deu frutos. Ouça-se “Prelúdio das diminutas”,
homenagem a Villa Lobos, feita aos 11 anos em parceria com Baden. “Papai
fez a maior parte, só acrescentei uma coisa ou outra”, replica modesto.
Do outro mestre, João de Aquino, ele escolheu a ebuliente “Dia de
feira” (com Jesus Rocha). Admirador do compositor João Bosco, a quem
conheceu numa festa e chegou a pedir um autógrafo, embora tenha ficado
tímido para uma aproximação maior, gravou “Desenho de giz” (com Abel
Silva). A música saiu de um “Ao vivo” do compositor muito ouvido por
Marcel quando estava em temporada no Tahiti. De uma gravação da cantora
Leny Andrade com o guitarrista Romero Lubambo ele pescou o samba
endiabrado de Ivan Lins “Essa maré” (com Ronaldo Monteiro de Souza),
mais um autor de seu altar de admirações. Sua valorização dos
compositores tem a ver com a formação musical recebida, onde a criação é
o mais importante.
- Acho que a maior gratificação de um autor é escutar sua melodia
ser cantada ou assoviada na rua. Só vou me considerar um compositor de
verdade quando isso acontecer. Quando disserem ao ouvir uma música:
“isso é do Marcel Powell”.
De preferência, Marcel gostaria que sua criação pairasse no tempo
como algumas das mais antigas composições arroladas no repertório. Como
“Último desejo”, da lavra de Noel Rosa de 1937. Uma gravação do
violonista Marco Pereira com a cantora Gal Costa, que ouviu numa turnê
na França em 2002, chamou-lhe a atenção para as possibilidades de
arranjo da música, a que acrescentou uma pegada vigorosa mas com espaços
para reflexão. Já “Rapaz de bem”, escrita por Johnny Alf em 1953, muito
antes da bossa nova, ganhou uma releitura de toques vertiginosos que
vão descortinando aos poucos a melodia sinuosa. “É uma música atemporal.
Parece que foi feita agora, não é datada”, elogia. Por conta de sua
formação essencialmente voltada para a MPB, ele revisitou também o
clássico “Evocação no. 1”, de Nelson Ferreira, sucesso nacional no
carnaval de 1957. “O frevo é um ritmo brasileiro muito forte e pouco
divulgado. E ao mesmo tempo é um desafio enorme para o executante”,
descreve.
Sua fidelidade à cultura nacional, no entanto, não deságua em
xenofobia. Tanto que o tema jazzístico “Round midnight”, do pianista
Thelonious Monk (com Cootie Williams e Bernie Hanighen) também foi
incluído no CD. “Toda música tem que me dizer alguma coisa. Me deixar
excitado ou triste. Quando ouvi meu pai tocando essa música num programa
na França comecei a chorar. Ela me emocionou muito”, garante Marcel.
Sua releitura do tema tem uma passagem quase seresteira, explorando
tanto a pungência quanto o estranhamento do tema em densas camadas de
acordes. O CD de MP tem essa duplicidade de intensidade e urgência.
“Acho que o ideal é o músico poder dar seu recado no tempo que tiver no
palco ou no estúdio para fazer passar a beleza da música, o sentimento
colocado nela e sua habilidade como instrumentista”, ensina Marcel
Powell. “Aperto de mão” reúne os três quesitos e o consagra como jovem
mestre do violão brasileiro.
O quinto CD do violonista Marcel Powell, lançado em 2009 pelo selo Rob
Digital, produzido pelo amigo e guitarrista Victor Biglione, com
arranjos do próprio artista, contém 10 faixas em que interpreta
variados estilos musicais, que vão desde Lamartine Babo, de l937, até o
jazz atual, passando por clássicos da música popular brasileira.
Denominado “Corda com Bala”, o CD apresenta em violão solo duas
composições de seu pai Baden Powell, que se destacam: a primeira um
choro-canção, denominado “Chora Violão”, onde o compositor homenageia o
colega e virtuoso do instrumento Rafael Rabello, e a segunda – inédita –
“Abraço no Trio Elétrico”, feita especialmente para o amigo e
bandolinista Armandinho. Esta música é considerada um choro de difícil
execução, que nos remete a outros tradicionais, como “Desvairada”, de
Garoto, grande compositor e violonista anterior a Baden.
Marcel Powell, nascido em Paris, em l982, mas registrado brasileiro, foi
iniciado no violão aos nove anos de idade, tendo Baden como professor.
Aos 12 anos, com seu irmão Philippe, no piano, teve a experiência da
primeira gravação ao lado de seu pai. Três anos depois, lançaram outro
CD em Tóquio, no Japão.
O novo CD de Marcel Powell tem ainda uma faixa de sua autoria,
denominada “Lamento Fluminense”, lembrando a cidade Varre-Sai, em que
nasceu seu pai. Nas outras nove faixas interpreta autores desde
Lamartine Babo – “Serra da Boa Esperança”, quando executa um arranjo em
que beira o ritmo afro, sugerido pelo tio-primo João de Aquino. É de se
destacar que este, também um virtuoso do violão, foi o responsável pela
produção vitoriosa de “Aperto de Mão”, disco anterior de Marcel.
Tom Jobim também marca presença no CD em “O Morro Não tem Vez”, um
arranjo em que Victor Biglione brindou o artista ao dar algumas
sugestões. Mas uma faixa com “Cry me a River”, de Justin Timberlake,
sucesso na voz da cantora Diana Krall, entrou no repertório sem estar
prevista. Não foi por acaso, portanto, que Marcel, admirador da música,
foi muito feliz ao remodular o arranjo para uma pegada violonística bem
brasileira, de leves sotaques jazzísticos, com direito a um excelente
solo do baterista Sandro Araújo, seu freqüente companheiro nos shows.
Com igual esmero completam o CD “O Dia em que Faremos Contato”, de
Lenine (conta Marcel que teve a idéia de aproveitá-la em uma faixa,
“porque nunca ouvi gravação instrumental de uma música deste compositor
nordestino”), “Lamento Sertanejo”, de Gilberto Gil e Dominguinhos, e
“Feira de Mangaio”, de Sivuca e Glória Gadelha - um “pout-pourri”, onde o
instrumentista demonstra incomparável virtuosismo, que podemos afirmar
ser fruto de suas aulas com o mestre Baden.
Com este CD, sem dúvida nenhuma, Marcel Powell, sem esquecer suas
raízes, enfatiza com o seu violão um caminho profissional autêntico, sem
rótulos ou comparações com outros igualmente virtuosos do instrumento.
Também é lícito destacar a atuação invulgar do baixista André Neiva, que
já acompanhou renomados artistas como João Bosco, Leo Gandelman e
Márcio Montarroyos, entre outros, e do baterista Sandro Araújo, que
também já atuou com Sivuca, Dominguinhos e Hermeto Pascoal, que dão
brilho especial na formação do trio neste CD.
Para divulgar seu novo CD, Marcel Powell vai cumprir extensa tournée,
com apresentações em várias cidades pelo Brasil, viajando depois para
França, Itália, Espanha, Áustria, Alemanha e Japão.